#51

um

pessoa afeminada usa vestimentas árabes: adorno na cabeça, tecido branco, brincos dourados. em vez de posar, ela está sentada atrás de uma câmera fotográfica em um tripé, ao lado de refletores de luz e de uma planta com folhas abunudantes e flores vermelhas.

quero pesquisar melhor sobre este autorretrato de Yasmine Bouziane

dois

da metade pro fim do mês passado, me deparei com três causos, uns mais ou menos previstos, outros imprevistos: mais uma mudança de casa pra conta, uma cirurgia, e o casamento da minha irmã em outra cidade, pro qual tinha solicitado férias do trabalho meses atrás. juntou longo atestado médico, eu sem poder pegar peso nem fazer esforço físico, a mudança (!!), a viagem com minha vó pro casamento, tudo cataploft sirenes buzinas e bagunças. estou tentando trazer um contexto para dizer que: voltei a um vício dos primórdios da pandemia — two dots. agora preciso arranjar jeito de parar de jogar antes de dormir.

três

assistir They will kill you ainda na casa anterior, numa tarde rara de querida solitude, nos primeiros dias de recuperação da cirurgia, foi Uma Experiência. bem positiva, sinceramente.

quatro

cinco

Lindsay Arakawa viajando de bicicleta no Japão (em inglês). algo que eu adoraria fazer qualquer dia………..

seis

emendei a leitura de Our wives under the sea (Julia Armfield), que veio numa boa toada pós Chilco (Daniela Catrileo, trad. Elisa Menezes), com um livro sobre distância, estranhamentos & relações — só Ayşegül Savaş pra me fazer ler contos (Long distance). agora estou lendo e gostando de Punto de Cruz (Jazmina Barrera), ao mesmo passo em que murmuro, pela enésima vez, “não aguento mais coming of age/romance de formação mas cá estamos”.

parece outra vida (porque era)